segunda-feira, 24 de julho de 2017

Vulpes vulpes

Com estudo, análise de terreno e uma pontinha de sorte começam a desenvolver-se os resultados das armadilhagens. Esta raposa tem sido uma regular visitante e espero em breve avançar com o projeto de registo fotográfico com reflex digital... 
Sobre este assunto há no momento hesitação (risco de roubo), expectativa (resultados) e critério (funcionamento dos diversos equipamentos).

With study, analysis of terrain and a little ttip of luck results begin to develop on photo traps. This fox has been a regular visitor and I hope to soon move forward with the project of photography with digital reflex ...
On this subject there is, at the moment, hesitation (risk of theft), expectation (results) and criteria issues (operation of the various equipment).


quinta-feira, 29 de junho de 2017

Múltiplas vidas

Uma floresta é múltipla.
Numa floresta devemos observar diversidade. Este conceito está subjacente e é a sua definição. Não falamos apenas de animais mas de árvores, arbustos, herbáceas, fungos e, muito importante, muitos muitos anos de sossego.
É desse modo que poderemos assegurar a partilha de vidas. Só desse modo.
Ama a Natureza quem a conhece.
Conheçamos a Natureza então...

A forest is multiple.
In a forest we must observe diversity. This concept underlies and it is a definition. We speak not only of animals but of trees, shrubs, herbaceous, fungi and, very importantly, many years of quietness.
This is how we can ensure the sharing of lives. Only like that.
You can only love Nature  if you know it.
Let's meet Nature then ...
video

sábado, 10 de junho de 2017

Mamíferos

Desde 2016 que foram poucas as saídas e os registos dignos de nota. Nos dias que correm os dias são curtos, os fins de semana preenchidos e o passatempo (tal como se pode deduzir pelo nome) tem passado para um plano bem bem secundário.
Ainda assim, nas noites em claro, nos momentos em que alguns neurónios se encontram disponíveis para explorações mais ou menos abstratas de pensamento, eis que a fotografia surge e invoca novos objetivos.
Desta vez, por vários motivos, entre os quais a fraca disponibilidade de tempo para passatempo decidi explorar a fotografia e o vídeo de mamíferos. Uma classe de seres bem interessante e pela qual sempre tive curiosidade em estudar.
Para dar início a esta aventura recorri da experiência adquirida até ao momento, dos contactos estabelecidos ao longo dos anos e da recolha de dados e análise dos habitats da área de residência.
Adquiridas duas câmaras não tardei, felizmente, a obter os primeiros resultados.
Em breve deixo um texto mais extenso onde pretendo relatar com maior detalhe o conjunto de passos seguidos.



Since 2016, there have been few fieldtrips and photographic records that are noteworthy. In these days, there are fewer oportunities, the weekends are booked and the hobb has moved into a very secondary plan.

Still, on clearer nights, at a time when some neurons are available for more or less abstract explorations of thought, behold, photography arises and invokes new goals.

This time, for various reasons, including the poor availability of time for hobby I decided to explore mammal photography and video. A class of creatures very interesting and for which I have always been curious to study.

In order to begin this adventure, I draw on the experience acquired up to now, the contacts established over the years and the collection of data and analysis of the habitats of the area of ​​residence.

Acquiring two cameras it hasnt passed too much time, fortunately, to get the first results.

Soon I shall leave a longer text where I´ll report to with some more detail of the set of steps followed.



Gineta, Genetta genetta, Salreu - junho de 2017

Bruno Novo


quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Em férias na aldeia do Meco (pouca poluição luminosa +  lua nos seus primeiros dias de crescimento) e com a decisão de não tirar tempo à família com fotografia de aves eis que me prendem a atenção Saturno e Marte. Não tendo propriamente preparado uma sessão de fotografia nocturna, parecia ao mesmo tempo que a mesma se anunciava na noite de 9 de agosto. Decidi então dar início ao meu primeiro projeto de arrastamento estelar.
Já havia dedicado uma caminhada, pela tarde, na busca de bons enquadramentos / silhuetas com
a estrela polar sempre em consideração. As definições da câmara foram ajustadas (ISO, disparador e levantamento de espelho, o tripé improvisado a partir de um escadote, gambiarra para alumiar o caminho, a focagem manual tratada...
O caminho já trilhado e marcado durante o dia lá se foi revelando noite dentro. Fiz-me ao caminho procurando não ser alvejado, é que andar assim com escadote debaixo do braço, mochila e lanterna não deve ser comum para que vive naqueles bosques isolados.
Local seleccionado e vai a ver-se... a lente (18-50mm) não era suficiente para chegar tão alto (estrela polar). Bolas! E tanta preparação para quê? Bem, lição aprendida pelo menos.
A única hipótese para que se desperdiçasse a noite - voltar-me a sul e tentar qualquer coisinha. E de 30 em 30 segundos lá saiu cada um dos disparos durante uns 45 minutos.
Nota para a pequena falha que se nota no arrastamento... É que ainda deu para um valente susto provocado por A.N.I. (animal não identificado). Não que ainda fui flanqueado umas três vezes por um desses bichos que por ali andavam entre, exactamente aqueles arbustos que se vêem na fotografia?... Grande injeção de adrenalina  foi o que foi!
Bruno Novo


On vacation in the village of Meco (little light pollution + moon in its early days of growth) and the decision in mind not to take time out with the bird photography there it was Saturn and Mars holding my attention. Not having properly prepared a night photo session, seemed at the same time that it was announced in the evening of 9 August. 
I decided to begin my first star trail session.
I dedicated a walk in the afternoon in search of good frameworks / silhouettes with the polar star always in consideration. Camera settings were adjusted (ISO, shutter and mirror lifting the makeshift tripod from a stepladder, lantern to light the way, the treated manual focus ...)
The path had been already defined and marked during the day.
I made myself on the way trying not to be shooted because walking in the darkness with a ladder under one arm, black backpack and flashlight on the other hand should not be common for those living isolated villas.
Selected the site, started pointing and ... the lens (18-50mm) was not enough to get so high (Polar Star).
Darn it! And so much preparation for what? Well, lesson learned at least.
The only chance for not having wasted the night - backed my self oriented south and tryed a little something. And 30 to 30 seconds came out each shot for about 45 minutes.
Note to the minor flaw that you can see in the picture ... Is that still gave a mighty scare caused by U.A. (Unidentified Animal). I flanked three times by one of these animals exactly where those bushes are (seen in the picture)... Great shot of adrenaline thats what it was...
Bruno Novo

domingo, 15 de maio de 2016

Desassossego

O Desassossego é poderoso. E senti esse desassossegado como já não o sentia há muito tempo. Um desassossego que não dá descanso. E eu peço que páre. Um desassossego de pensar a quem só peço que me solte.
E para desassossegar que melhor que fugir do Mundo e encontrar-me novamente com ele...
Barrinha de Esmoriz - Maio de 2016
Bruno Novo

sábado, 2 de abril de 2016

Ligo ou não ligo... para os Bombeiros?


Pois bem, a Barrinha é uma lagoa costeira que é regularmente fechada e aberta para que o transporte de substâncias químicas e biológicas nefastas não prejudiquem a qualidade da água do mar circudante e as respetivas bandeiras azuis possam assim ser uma realidade - pelo menos só vejo esta como explicação como justificativa para o dispêndio de recursos ali aplicado. Depositam-se então nalguns pontos, mesmo durante as fortes correntes associadas à chuva depósitos de sedimentos muito finos e carregados de matéria orgânica. É isto que explica que, nesses mesmos pontos, sempre que coloco os pés no fundo a bota se enterre, enquanto liberta bolhas de gás - muito provavelmente resultado da ação de microorganismos anaeróbios (vivem na ausência de oxigénio libertando gases). Ora isto é esperado e daí a importância do hidro hide que me impede de tombar para o lado, para a frente ou para trás, mantendo também o não menos importante equipamento em segurança.
Mas mesmo com a experiência adquirida, continuam as surpresas. A verdade é que no passado dia 1 de Abril (e não é mentira) o susto foi grande.
À procura da melhor posição para que me encontrasse com o sol pelas costas fui surpreendido por um fundo ainda mais fundo que o normal. Já não bastava a dificuldade de rastejar sobre este fundo enquanto fazia deslizar o hidro hide sobre a superfície lodosa, como foi também necessário fazê-lo com uma bota descalça. É que uma vez o pé fora da bota é impossível, nestas condições, recolocá-lo no seu lugar. Isto não só dificulta muito mais o avanço como ainda começou a afundar ainda mais o outro pé levando até a que o próprio wader começasse a descer pelo tronco abaixo...
Eram 6h30 da manhã e o dia ainda não havia totalmente nascido, e só por cima não posso lamentar sob a forma "Rais part´ódia "#"##$$@!#". Assim, e à medida que as forças iam faltando a distância ainda que curta que me separava de terra firme parecia demasiada. Mas a humilhação de ligar aos bombeiros e a voz da minha mulher na minha cabeça "Eu já te avisei!" deram-me aquele empurrão extra que faltava.
Assim que cheguei ao lugar de salvação descobri outra surpresa - era tanto lodoso como o percurso até aqui realizado. A solução? Bem, primeiro descansar outra vez, é que o julgamento começava a ficar em causa e a réstia de bom senso também o aconselhava. A estratégia só podia ser uma - Voltar para trás! NÃOOOOOO!!!! SIIIIIIIIIIM tem mesmo que ser!
E assim foi, mas desta vez sem preocupação pelas mãos limpinhas ou pela roupa tão sequinha que estava. Os braços ficaram negros, as costas ficaram negras, a cabeça também levou com uns restinhos de lodo, descobrindo entretanto que o interior do hidrohide não é bom local para limpar as mãos, que a serapilheira também não é usada como tolha de banho por alguma razão, mas... pelo menos... a bota sempre se encaixou no pé (ou o contrário, o pé é que se encaixou na bota - essa memória foi apagada - porque será?). O regresso foi acompanhado de uma humidade lodacenta que se impregnava desde o tronco até ... imaginem onde. O frio, o vento e a roupa ensopada não são uma boa combinação. Terminava assim a aventura... Regressar ao carro e trocar a roupa era uma necessidade imperiosa. Ter uma muda de roupa no carro será sempre uma condição para fotografar na natureza.
E enfim, é isto... mais um dia na fotografia. E porque carga de lodo ainda assim valeu a pena? Mesmo com o hidrohide a terminar a aventura semi-destruído da força que suportou?
Por causa disto... A viagem de regresso compensou.

P.S. Hoje só me dói o pescoço, a lombar, os glúteos e os peitorais. Posso sempre dizer que fui ao ginásio e fiquei estafado. As pessoas compreenderiam melhor ;-)

Bruno Novo


English version


Well, Barrinha is a coastal lagoon that is regularly closed and open for the transport of harmful chemical and biological substances do not affect the water quality of circudante sea and the respective blue flags may well be a reality - at least just see this as an explanation to justify the expenditure of resources applied there. are deposited then some points, even during the current associated strong to rain very fine sediment deposits and loaded with organic matter. This explains that, at those points where I put my feet on the bottom to boot up earth, while releasing bubbles of gas - most likely a result of anaerobic microorganisms action (live in the absence of oxygen releasing gases). Well this is expected and hence the importance of hydro hide that prevents me from tipping sideways, forward or backward, also keeping the no less important safety equipment.

But even with the experience, still surprises. The truth is that on the 1st of April (and is no lie) the shock was great.

Looking for the best position for me to meet the sun in the back was surprised by a bottom deeper than normal. It was not enough difficulty to crawl on this background as he slide hydro hide on the muddy surface, it was also necessary to do so with a barefoot boot. It is that once the foot off the boot is impossible under these conditions, put it back in place. This not only makes it much harder advance as yet begun to further sink the other foot leading to the wader himself started down the trunk below ...

It was 6:30 am and the day had not yet fully born, and just above can not mourn as "FU##!" # "## $$ @! #". Thus, as the forces were missing the distance although short that separated me from land seemed too much. But the humiliation of call the fire department and the voice of my wife in my head "I already told you!" They gave me that extra push that was missing.
Once I got to the place of salvation I found another surprise - it was so muddy as
 the route so far done. The solution? Well first rest again, it is that the trial 
was getting concerned and the glimmer of common sense also advised. The strategy
 could be only one - Back to back! NOOOOOO!!!! YEEEEEESS It had to be!
 
And so it was, but this time without concern for limpinhas hands or clothing as the
 sequinha it was. The arms were black, the back was black, his head also led to a 
sludge restinhos, finding however that the interior of hidrohide is not good place 
to clean your hands, the litter is not used as a bath towel for some reason but ...
 at least ... the boot always fit the foot (or the contrary, the foot is that fit
 in  the boot - this memory was erased - I wonder why?). The return was accompanied
 by a moisture that permeated from the trunk to ... you can imagine where. 
The cold, the wind and soaked clothes are not a good combination. So ended the
 adventure ... 
Back to the car and change clothes was an absolute necessity. Have a change of 
clothes  in the car will always be a condition for shooting in nature.
 
And finally, is this ... another day in the photograph. And because silt load still
 worth it? Even with hidrohide to finish the semi-destroyed adventure force that
 endured?
 
 
Because of this ... The return trip paid off.
 
 
P.S. Today only hurts my neck, lower back, buttocks and chest. I can always say 
I went to the gym and I was tired. People would understand better ;-)